Hotel Fasano será inaugurado nesta sexta, em Salvador

Obra consumiu R$ 85 mi - R$ 25 mi a mais do que foi previsto.

Passava das 10h da última terça-feira quando atravessamos o hall de entrada do Hotel Fasano, na Praça Castro Alves. Aos poucos, nos misturamos às centenas de funcionários que andavam de um lado para o outro, concentrados nos retoques finais da obra que durou quase sete anos para ser concluída e consumiu R$ 85 mi – R$ 25 mi a mais do que foi previsto.

O trabalho, executado pela Prima, dona do empreendimento, envolveu um delicado trabalho de restauro para preservar a originalidade do imóvel em estilo art déco que, durante 45 anos (1930-1975), abrigou, no subsolo e no primeiro andar, a primeira sede própria do jornal A Tarde, construída pela E. Kemnitz Cia & Ltda, por encomenda de Ernesto Simões, fundador do periódico. Nos demais andares, funcionavam escritórios, consultórios e até um hotel chamado Wagner.

A partir das 16h desta sexta-feira (7), quando o portão que dá acesso ao suntuoso prédio – tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) – se abrir, mil convidados, entre esta sexta e sábado (8), testemunharão uma nova história do turismo baiano. A inauguração marcará a chegada à Bahia da bandeira comandada pela família Fasano, sinônimo de alto luxo na hotelaria brasileira.

Já no hall de entrada, dois brilhantes lustres de prata originais, do começo do século XX, iluminam o ambiente que mescla mármore Carrara italiano e madeiras nobres, cuidadosamente restaurados, dando as boas-vindas aos visitantes. Os forros de gesso desenhados foram recuperados e devolvidos ao teto de praticamente todos os 11 andares, mantendo a originalidade da decoração do passado.

Do lado direito está o lobby, com um grande balcão de mármore que rouba a cena do salão decorado com móveis de linhas retas de design brasileiro. Do lado esquerdo, onde antes era o Cine Tamoio – cujo prédio foi adquirido pela Prima e incorporado ao projeto – fica o Restaurante Fasano, com projeto  contemporâneo e referências locais, como desenhos de artistas baianos.

Nesse espaço, desde os lustres de ferro batido aos quadros de arte popular, nada foi colocado ali por acaso. A equipe do arquiteto Isay Weinfeld, autor do projeto do hotel, juntamente com o staff do grupo Fasano, medem as distâncias entre as peças, olham de longe para ver o efeito visual, desfazem e refazem até bater o martelo.

Restaurante
O restaurante, com portas que dão vista para a rua, conta com 70 lugares e um bar central com 12 assentos. O espaço tem ainda uma adega climatizada, cujo acesso se dá por uma bela escada de ferro, em formato de caracol, original da construção de 1930, totalmente restaurada. Na adega há espaço para pequenos eventos ou reuniões.

O cardápio privilegia a clássica cozinha italiana, responsável pelo sucesso e ascensão da marca Fasano no segmento gastronômico, que mais adiante a levou à hotelaria. Para dialogar com a cidade e se adequar à cultura local, Rogério Fasano encomendou à chef baiana Tereza Paim um menu da cozinha local a ser inserido no cardápio.

Informações Correio24horas

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